Antes de eu dizer quem eu sou, preciso dizer quem me achou.
Dois anos atrás, eu não estava na igreja. Estava na ruína — longe de Cristo e perto de me perder de vez. Não vou descrever o fundo do poço; não é o que importa. O que importa é que a graça de Deus me encontrou ali. Ele não esperou eu melhorar para me alcançar. Foi enquanto eu ainda era inimigo que Ele veio (Rm 5.10, NAA).
Meu nome é Zé Bezerra. Não sou pastor, nem teólogo, nem homem com a vida resolvida. Sou um homem comum, alcançado por Deus, sendo refeito devagar pela graça. Escrevo do chão, não do alto — porque é o chão que eu conheço.
Escrevo para homens comuns que Deus está chamando de volta para casa. Alguns, como eu, têm um pai para perdoar ou uma casa para restaurar — mas não é a ferida que define você; é o chamado. Não escrevo para você virar como eu — escrevo para a gente olhar junto para Cristo, que serviu primeiro e se esvaziou primeiro.
Hoje aprendo, todo dia, a ficar. Como marido, como pai, como irmão numa igreja comum. Não terminei nada disso; estou no meio. Se eu apontar algum pecado seu nestes textos, saiba que apontei o meu primeiro.
Do chão, não do alto
Não escrevo como quem chegou. Escrevo como quem ainda está no caminho — e acha que isso é virtude, não defeito.
Cristo no centro
Não para o palco; para a coluna. O homem sustenta no oculto — sem pedir aplauso —, mas quem segura a casa de pé é Cristo. Sou só um homem comum apontando pra Ele.
Real, sem encenação
Palavra sem verniz, sem palco. Conto o que vivi como vivi — inclusive o que ainda não resolvi. Quem escreve aqui é um homem comum, não um guru polido.
Para o homem comum sendo restaurado, dia após dia.
Leia os textos de carpintaria, conheça o livro, ou só fique por perto. Sem palco, sem pressa.
